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Título:
Fire Emblem: Radiant Dawn
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Editor:
Nintendo
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Produtor:
Intelligent Systems
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Género:
Estratégia, RPG
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Site:
www.fire-emblem.com/radiantdawn


PREVIEW: FIRE EMBLEM: RADIANT DAWN

Fire Emblem: Radiant Dawn apresenta-se como a sequela de Path of Radiance, um dos mais aclamados jogos do catálogo da Game Cube. É o mais recente episódio da tradicional e conceituada série de estratégia da Nintendo, que alarga agora o quartel de operações tácticas à Nintendo Wii.

Três anos apartam o presente do fim da guerra. A libertação de Crimea - e a consequente derrota do seu opressor, o rei(no) de Daein - altera por completo a situação social e política daquela zona do continente de Tellius. Enquanto o povo de Crimea se foca na reconstrução de tudo o que está para dentro das suas fronteiras, Daein vive agora, ironicamente, uma situação semelhante à que anteriormente provocara aos seus vizinhos, ao ser vítima de total controlo e opressão por parte do reino de Begnion. Mas uma nova revolução está a ponto de eclodir quando um grupo de jovens, conhecido como a Dawn Brigade, num movimento de luta para o desembaraçar das amarras da tirania, decide caminhar para a capital e devolver o poder ao povo de Daein.


Para quem desconhece Path of Radiance, todos estes nomes são certamente estranhos. Para quem o jogou, provavelmente não percebeu exactamente o que se passou desde o fim da guerra contra o rei Ashnard. Mais detalhes serão poupados, para que a história não seja revelada, remetendo para o jogador a tarefa de descobrir todas as intrigas.



Para além de novos personagens, a maioria dos heróis do primeiro jogo estão novamente disponíveis. Desta vez, porém, a estrutura do jogo está dividida em quatro partes, para denunciar diferentes perspectivas sobre uma crise. Resta saber se a coesão do argumento será afectada com esta decisão. Até ao princípio da segunda parte do jogo, a consistência, a fluidez e originalidade da narrativa não se encontram ao nível de Path of Radiance. Existem muitas surpresas, é certo, mas a história, até esta fase, ainda não possui argumentos suficientes para seduzir completamente o jogador e incentiva-lo a progredir no jogo. Como ainda restam dois terços da aventura, muito está ainda por avaliar, neste campo.

Mas não são apenas os personagens e a história que tanto Path of Radiance como Radiant Dawn comungam. O nível de dificuldade elevado das batalhas mantém-se, apesar de ser agora possível salvar a partida a meio de um episódio, as vezes que forem necessárias. O que também se mantém é a irreversibilidade da morte de um personagem. Se um dos heróis cai no campo de batalha só existem duas soluções: continuar o jogo sem o personagem ou retomar o jogo no último ponto guardado e tentar ultrapassar novamente a mesma situação, mas sem baixas na equipa. O grafismo sofreu algumas melhorias, apesar de pouco significativas. O sistema de jogo é genericamente o mesmo, com combates por turno em que os diferentes personagens possuem distintas classes e características e em que a experiência de batalha os recompensa com pontos que permitem a evolução de atributos e até promoção de classe.

O sistema de batalha, como é clássico na série, assemelha-se a um combate numa mesa de xadrez, em que cada jogador move as suas peças por turnos, com o objectivo de ir suprimindo as adversárias e eventualmente concluir o objectivo principal: no xadrez, o xeque-mate; em Fire Emblem, derrotar um boss (ou chegar a determinado ponto do mapa/tabuleiro, por exemplo). O esquema de combate assenta também no paradigma de “pedra-papel-tesoura”. Machados, espadas e lanças substituem os objectos atrás mencionados num esquema que é, porém, bem mais complexo, já que existem diferentes tipos de espadas, de lanças e machados, para além de diversos tipos de magia, do arco e flecha ou de outro tipo de manobras ofensivas e defensivas.

Muitas das melodias mantêm-se, várias foram criadas para esta sequela, mas o esquema de som é sensivelmente o mesmo. Desta vez, porém, no final de cada capítulo, para além do habitual texto, o narrador ganha voz para situar o jogador no espaço geográfico e relatar os acontecimentos.

Fire Emblem: Radiant Dawn parece uma obra destinada a quem jogou a anterior, por se tratar de uma sequela directa e por se manter demasiado presa à original. Porém, quem não teve a oportunidade de viver a experiência do primeiro jogo, não deve desde já colocar esta nova entrega de parte. É certo que grande parte da história já aconteceu, que a maioria dos personagens já criou laços em outras aventuras e que o sistema de jogo é difícil de dominar. Mas houve um cuidado para reintroduzir cada personagem na história e no jogo e a informação dos acontecimentos passados é transmitida através dos muitos diálogos de texto. Resta saber se, apesar das imensas semelhanças com o seu antecessor, Radiant Dawn consegue manter o mesmo nível de profundidade de estratégia e narrativa. Algo a confirmar numa futura análise ao jogo.

Bruno Nunes










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